Um dia alguém me
perguntou: És catequista? E que fazem por
lá?
Ora, “por lá”
acolhemos as crianças e jovens e com eles construímos um caminho baseado na fé
lado a lado com Jesus Cristo. Claro que esta resposta não define o que
realmente é ser catequista, nem tudo aquilo que nos move, nem todo o tempo
dedicado nem tão pouco o trabalho feito dentro da igreja com os grupos de
catequese.
É certo que esta
tarefa nem sempre é fácil e mesmo com toda a força e coragem que o Espirito
Santo nos dá, por vezes deparamo-nos com alguns obstáculos, que advém de
inúmeras situações. Seja pelas atividades aliciantes a que as crianças e jovens
estão expostos fora da igreja, seja pela dificuldade de transmitir a Palavra de
Deus de forma a que os grupos A percebam, seja só pelo simples facto de termos
crianças um tanto ou quanto diferentes daquilo que noutros tempos poderíamos
estar habituados, pois com a evolução do mundo também evoluíram estas crianças
e jovens com que hoje trabalhamos. É aqui que começa o esforço e a entrega do
catequista, no intuito de perceber o grupo que tem para assim poder orientar a
sua pedagogia catequética em função destas tão especiais crianças e jovens que
acompanhamos ano após ano. O nosso trabalho enquanto catequistas envolve muito
mais do aquilo que transparece para fora, pois não é só aquela hora em que
estamos na sessão de catequese ou na festa eucarística, mas é essencialmente
toda a preparação que para esses momentos fazemos, muitas vezes abdicando de
outros projetos pessoais. Contudo para quem dá catequese e a encara como um
projeto de vida nada é um sacrifício, mas sim um privilégio, uma alegria em
poder semana após semana trabalhar em prol de uma só pessoa – Jesus Cristo,
sendo o nosso melhor e único pagamento os momentos, os sorrisos e a alegria que
os grupos mostram em estar nesta grande caminhada.
Sim, Sou Catequista e sinto-me muito bem “por lá”!
Catequista Carmen Caleia


